Feliz dia do bibliotecário 8)

12 03 2014

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               Não tem dia melhor para recomeçar a escrever  que o dia do “bibliotecário”, dia em que os profissionais se alegram pela escolha que fizeram, lembram-se da sua trajetória, amigos de formação, dificuldades superadas e desafios que estão por vim.

                Hoje conversando com amigos que trabalham junto comigo, contava sobre essa escolha que um dia fiz (não sei ao certo se eu escolhi a biblioteconomia ou se foi a biblioteconomia que me escolheu rsrsrs).

                Então vamos lá falei sobre a importância da figura do bibliotecário na infância, lembro-me das bibliotecárias que conheci na escola, a bibliotecária Nadja Nogueira na Fundação Bradesco, das rodas de leitura, o incentivo para progredir na leitura, quando já tinha lido praticamente todos os livros da literatura infantil, e ao esperar pela compra dos novos, ela incentivou a ir para literatura juvenil, mesmo reclamando que não tinha figuras kkkk, passei para essa literatura, com seu incentivo, dizia que iria gostar, e por fim gostei.

               Depois lembro de outra bibliotecária linda  loira como a chamava kkk, Geysa Carvalho, sempre atenta e interessada a trabalhar com projetos que mobilizassem  a escola, ação voluntária, hora do conto, gincana literária entre outras atividades. Uma dessas atividades na qual  aprendi bastante foi  a oficina de metodologia do trabalho, que seria realizada com todos os alunos da escola, nela fomos de sala em sala apresentar como deveriam ser elaborados os trabalhos, toda vez que saíamos de uma apresentação ela me fazia pontuações sobre minha fala, postura entre outros comportamentos que  seriam  bastante necessários para o mercado de trabalho,  uma das frases que ela disse que ficou marcado  “Você precisa aprender a falar em publico, aprender a se portar quando está falando só assim será um bom bibliotecário” e eu disse para que precisaria dessas atitudes se queria mesmo era trabalhar com livros e ela respondeu “para aprender a trabalhar com livros você precisa aprender a falar deles” .

               O tempo passou e o vestibular chegou e todas opções foram colocadas para: Biblioteconomia, dois vestibulares quatro opções para o mesmo curso.

               Hoje esse percurso me veio ao pensamento, meu segundo dia do bibliotecário, já se passaram muitas coisas e muitas estão por vim, agradeço a Deus por essa escolha que não foi feita e sim confirmada.

                Dou meus parabéns a todos os bibliotecários, mas os parabéns sinceros para aqueles que abraçam a profissão, sabedores das  lutas e continuam na batalha (me entristece ouvir bibliotecários desdenhando sua profissão ganhando dinheiro com ela).

                Um dia me perguntaram o que de fato um bibliotecário faz, perguntei qual era o motivo da pergunta? A pessoa me respondeu: Vejo bibliotecários em todos os lugares, empresas, escolas, ações voluntárias, na cultura, educação, tecnologia, ciências exatas entre outros lugares, então disse: “posso te contar um segredo”? Ele respondeu que sim, então completei: os bibliotecários estão com o propósito de dominar o mundo já que muitas das informações existentes passam pelas mãos desses profissionais kkkkkk.

                Assim termino minhas simples palavras desejando um feliz dia do bibliotecário a todos 8).

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Ninguém passa na nossa vida sem deixar ou levar algo

22 06 2012

Ontem (Quarta-feira), foi o ultimo dia do estágio curricular, e antes de ir pensei sobre muitas coisas, se o objetivo do mesmo tinha sido alcançado, se os setores por onde passei o aprendizado foi assimilado, assim como toda a rotina de uma biblioteca universitária.
E cheguei à conclusão que o aprendizado foi maior que o previsto no plano de estágio, La expus todos os conhecimento técnicos que precisariam ser trabalhados, e além desses conhecimentos, adquirir habilidade de relacionamentos, possíveis amigos, e aprendi com a experiência e a bagagem cultural de cada um de como se por diante a qualquer atividade.
E como não passamos sem levar conosco as principais características das pessoas que convivemos então levo comigo os seguintes comportamentos:
D. Regina (bibliotecária): O comportamento de gestora, a boa relação interpessoal com cada funcionário, usuários reais e ponteciais, controle de toda Biblioteca;
D. Cristina: A paciência em todos os momentos, mesmo naqueles mais conturbados e todos os conhecimentos relacionados a biblioteconomia, com sua experiência de vida;
Rafaela: Minha amiga que vamos nos encontrar na posse em um cargo na UFMA rsrsrs, dela trago o pensamento rapido em relação à resolução de problemas;
Debora: a habilidade de como tratar um estagiário mesmo ele sendo seu amigo rsrsrsrsr (brincadeira), dela levo a forma de atendimento, sempre dando uma informação  segura aos usuários em um balcão de referência independente do humor do mesmo;
Raymison: Dele levo a tranquilidade, e proatividade em sempre ajudar em relação a qualquer atividade;
Adelinda: Dela leva a forma extrovertida, mas também a forma isonômica  em relação ao tratamento aos usuários idenpendente de quem seja o usuário, o tratamento sempre deve ser dado da mesma forma;
Simone:  A paciência com todos, em explicar e resolver problemas;
Claudio: Grande Claudio, com ele aprendi, digamos  a forma humorada de estar em um balcão de referência, o esforço de entender o usuário mesmo qd até ele n consegue dizer o que quer rsrsr;
Aguinaldo : a presteza em poder ajudar em todos sentidos que estiverem ao seu alcance.
E por ultimo não que seja o menos importante mas por estar no mesmo nivel que eu (estagiário) rsrsrsrsr, o doido do Thiago que ensinou que nem tudo na vida deve se levar a serio principalmente aquelas coisas que não valem apena levar conosco.
Dessa forma, agradeço a todos os membros da equipe da Biblioteca do Cest pela paciência, e a disponibilidade de passar tudo que sabem para aqueles que estam começando nessa jornada, e espero que tenha deixado também bons comportamentos, e lembrem-se sempre a vida é uma canção (isso vocês viram né, todo dia era uma musica kkk), às vezes mais agitadas, as vezes mas calmas mas é ela que nos dá o bailar da vida.

E como não poderia faltar vou deixar uma musica para todos vocês:

La laiá, la laiá, la laiá, la laiá
La laiá, la laiá, la laiá, la laiá

Meu amigo
Amigo, hoje a minha inspiração
Se ligou em você
E em forma de samba
Mandou lhe dizer
Tâo outro argumento
Qual nesse nomento
Me faz penetrar
Por toda nossa amizade
Esclarescendo a verdade
Sem medo de agir
Em nossa intimidade
Você vai me ouvir

Foi bem cedo na vida que eu procurei
Encontrar novos rumos num mundo melhor
Com você fique certo que jamais falhei
Pois ganhei muita força tornando maior
A amizade…
Nem mesmo a força do tempo irá destruir
Somos verdade…
Nem mesmo este samba de amor pode nos resumir

Quero chorar o seu choro
Quero sorrir seu sorriso
Valeu por você existir amigo

Quero chorar o seu choro
Quero sorrir seu sorriso
Valeu por você existir amigo

Um grande abraço,
Edilson Reis





Nota de repúdio ao jornalista Antônio Giron relativo a reportagem:”Dê adeus ás bibliotecas”publicada revista Época.

16 05 2012

Sr. Luis Antonio,

Sou acadêmico de Biblioteconomia e venho através deste relatar minha nota de repúdio referente à sua matéria sobre a classe bibliotecária e a função das Bibliotecas públicas no nosso país (Dê adeus ás bibliotecas, – http://revistaepoca.globo.com/cultura/luis-antonio-giron/noticia/2012/05/de-adeus-bibliotecas.html)  quando afirma que a classe é caracterizada por uma “descortesia típica”, no meu entendimento o senhor não deveria generalizar, pois não são todos que agem da mesma forma, muitos profissionais, apesar da grande desvalorização, quando se trata em educação, e poucas políticas públicas existentes em relação a leitura no nosso país, buscam cumprir sua missão através das palavras do juramento da profissão: “Prometo tudo fazer para preservar o cunho liberal e humanista da profissão de Bibliotecário, fundamentado na liberdade de investigação científica e na dignidade da pessoa humana”.
Juramento esse que serve para nortear e lembrar o bibliotecário da sua importância e missão diante das dificuldades encontradas no seu percurso profissional.
Desconheço os motivos pelos os quais a biliotecária o tratou dessa forma, ou não permitiu o seu acesso a uma parte especifica do acervo, assim como sei que desconhece a verdadeira missão e função da classe bibliotecária.
Trabalhar em uma Biblioteca Pública e conseguir que ela cumpra seu objetivo para a sociedade  é um grande desafio, por falta de investimentos, manutenções, atualizações de acervos, dentre outras coisas que são necessárias para o funcionamento de um Orgão. E o que o bibliotecário pode fazer  diante desse grande desafio? ultilizar as poucas ferramentas e incentivos que possui para realizar o seu trabalho. Alguns estão saturados diante a esse descaso, mas claro que não justifica, é um fato que acontece em todas as profissões.
Se fosse fazer a mesma avaliação de todas as profissões e lugares em que não percebi uma ética profissional, certamente estaria frustado! Muitos hospitais que possuem pessimas infraestruturas, inábitaveis para qualquer ser humano, péssimo atendimento, onde os médicos se quer se importam realmente com o problema do paciente e ficam aliviados ao ver os mesmos irem embora independente do seu estado, contribuindo para o caos da saúde – ao me deparar com isso não julgo toda classe da saúde, mas acredito que outros lugares possuem outros profissionais  que fazem por amor. Profissionais de comunicação que manipulam as informações privando os cidadões daquilo que realmente devem saber e colocando seus pontos de vista como realidade incontestável. Dentre vários outros exemplos, que poderia passar o dia citando, mas que não valeria a pena, pois em todas as profissões sempre tem aqueles que trabalhem por amor e gostam daquilo que fazem.
E sobre as prefeituras desejarem pelo fechamento das bibliotecas, na minha concepção a justificativa não seria essa, e sim que um lugar onde se ensina e disponibiliza ferramentas para educar e politizar um povo não é bem vindo, pois serve como ameaça e quebra de alienações existentes.
A Bibliotecas poderão, sim, utilizar os meios da internet para a disseminação da informação, mas não irão substituí-las, tenho essa certeza ao lembrar do papel da Biblioteca Publica em um dos municípios do Maranhão que tive a oportunidade de trabalhar, pois era nesse lugar, às vezes escuro, úmido, um pouco desconfortável, onde o computador era apenas um sonho distante, mas lá  tudo era esquecido ao atender familias de pescadores que moravam perto do local, era na Biblioteca que todos tinham acesso à informação, através de rodas de leituras, dentre outras atividades e materiais que se não fosse a mesma aqueles usuários não teriam acesso.
Dessa forma, encerro a minha fala ao dizer que, para sua tristeza, as Bibliotecas servem para muitas pessoas. Não tenha seu padrão de vida como realidade universal, muitas pessoas na sociedade só possuem o acesso a informação porque bem próximo delas existem Bibliotecas que – apesar dos pesares – cumprem sua missão.

Att,

Edilson Reis