Sinto falta II

27 03 2017

Mais uma vez acordo no meio da madrugada com lembranças que me fazem perder o sono, novamente o sonho é voltado para uma paixão misturado com amor,

da escola que passei a maior parte do tempo.

O sonho é recente então consigo lembrar dos detalhes, a ultima vez que o sentimento de saudade veio tão forte foi em 2014 (exatamente no dia 19/09, sei a data exata por ter registrado em forma de texto no blog).

Então vamos lá…         

O sonho começava no pátio da Fundação Bradesco, fui chamado pela professora Nádja diretora da escola no tempo de criança (tenho um carinho especial por ela, sempre bom registrar, talvez ela nem saiba o meu grau de satisfação), na qual me dava uma missão especifica nesse dia, a missão seria ir à biblioteca (não tem como falar da Fundação Bradesco sem falar da sua biblioteca rsrs), buscar uns livros para levar para professora Marta Aurélia (Professora de Educação Física, sempre desconfiei que ela fosse um ninja, mas tarde essa desconfiança foi confirmada, nos dias atuais ela coloca suas fotos no facebook fazendo pilates é cada posição que só um ninja o faria com tanta precisão rssrsrs), os pensamentos das lembranças estão contaminando o texto, enfim…

Continuando, quando chego na biblioteca quem me recebe Nádia Nogueira uma das bibliotecárias responsáveis pela minha formação como leitor, passei o recado da diretora enquanto ela procurava os materiais eu olhava a biblioteca, estava lá linda  e convidativa como sempre foi, lotada de leitores vorazes buscando um livro para o deleite, outros sentados no chão em um tapete cheio de travesseiros, outros nas estantes, uma verdadeira cena de filme…

Olhando os semblantes dos alunos enquanto se satisfaziam com a leitura, minha vontade imediata seria fazer o mesmo, sentar com eles e ir fazer a leitura de algum livro também, mas logo a cena foi interrompida pela bibliotecária entregando alguns livros, a missão seria entrega- los para prof. Marta, pensei… levo os livros e volto rapidamente para ficar um pouco  na biblioteca.

Quando cheguei na quadra  entreguei os livros para prof. Marta e ao se despedir ela  perguntou onde pensava que iria, disse que voltaria para a biblioteca, ela avisou que não dessa vez, falou que a diretora tinha dado a missão de começar  alguns esportes novos e eu seria a cobaia, retruquei avisando que talvez não seria a pessoa certa para o tal teste, ao terminar de falar ela já estava com os  materiais nas mãos e não tive como fugir, os esportes seriam: corrida, salto em distância, lançamento de disco (não sei exatamente de onde tirei essa ideia rsrs), fiz um por um com o pensamento de fugir   a qualquer distração, quando terminei ela perguntou qual gostei? Disse que nenhum e voltei para biblioteca (sinceridade sempre rsrsrs).

Voltando da minha missão, passei pelo pátio e encontrei dessa vez a professora Marília Tulha atual diretora (quando falo que os sonhos não respeitam a ordem cronológica), temendo outra missão maluca que me tirasse do roteiro final, fui andando discretamente para não ser visto, mas não teve jeito, ela virou e com sua memória que invejo, me chamou pelo nome e disse…

Edilson, ewww Edilson ohhh… com o dedo apontado para o céu (quem conhece a professora, imaginou o gesto perfeitamente, o tom da voz e o ângulo exato dos dedos apontados para o céu rsrsrs).

E falou a frase que me acompanharia por muito tempo…

Plante seu jardim e decore sua alma…

Ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

Assim acordei, com o sentimento de saudade apertando o coração, lembrei que esse poema é um dos meus preferidos até hoje, foi minha epigrafe na monografia, meu direcionamento no mestrado e me foi apresentado por essa pessoa maravilhosa (como pude esquecer esse tempo todo que o meu poema preferido foi apresentado ainda na escola?).

Não diferente do texto “Sinto falta” publicado em 2014 neste blog, sinto uma gratidão muito grande pela escola, hoje estou como professor da UFMA, na semana passada conversava com os alunos que chegaram na Universidade, olhando o brilho no olhar de cada um pela alegria de estarem ali, de terem conseguido, quantas batalhas tiveram que passar? A falta de recursos? Incentivo? Vizinhos barulhentos? Enfim…

Falava sobre os desafios que enfrentariam, das duvidas e que tudo isso seria normal, ao terminar de falar um aluno me olhou e perguntou, professor desculpa a pergunta indiscreta, mas o senhor estudou na Fundação Bradesco?

Fiquei surpreso pela pergunta, sorrir e disse que sim, ele completou…

ahhh lembrei de você lá, sempre na biblioteca né? Rsrs olhando direito tive a memória daquele jovem, garoto ainda brincando por lá, pensei comigo mesmo a história se repete todos os anos, alguns vendem sonhos e outros o compram para continuar a vida, dessa forma, finalizo esse texto que serve mais como desabafo, daqui a pouco o sol aparece, a vida volta ao normal, terei um dia corrido como sempre, uma banca de monografia para avaliar, um livro para terminar de corrigir enfim…

Dessa forma, lembre – se sempre…

Plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar…

que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

Que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida.

Veronica Shoffstall

#Carpie_Diem

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Sinto falta…

23 09 2014

Turma 2007

Hoje acordei no meio da noite,
Despertado por um sonho incomum (incomum por fugir dos sonhos loucos da semana, mas sempre o passado cobra saudade dessa forma)
Mais uma vez sonhei com meus amigos da escola,
Amigos esses que compartilharam momentos importantes da minha vida,
E tenho certeza que eu também da vida deles,
E como flash do filme “Eu sei que você fez fez no verão passado”,
A memoria foi me fazendo relembrar de cada um,
De cada momento,
De cada fase,
Mesmo relutando com o sono para que ele  voltasse,
A mente me inquietava para levantar,
Mas são quatro horas da manha?
Isso è hora de ter saudade?
  Talvez sim, talvez não!
A saudade  não tem escrúpulos,
Chega na hora em que menos esperamos,
Um gesto, alguém,
Um comportamento, enfim.
Ja que a mente  não se acalma para descansar que seria o certo,
Decidir levantar, tomar uma água,
E voltar para cama,
Talvez poderia escrever sobre,
mas o lado preguiçoso, já colocava desculpas,
Antes mesmo de concretizar o ato,
E nem saberia onde deixei o óculos na noite passada,
Mas decidir da mesma forma,
Mesmo com a consciência cobrando com seu grau de moralidade,
vai escrever sobre saudade?
Amanha vc irá apresentar um Grupo de Trabalho em um evento,
Ja que não quer escrever sobre o Gt, vai escrever sobre sua pesquisa de mestrado,

Resistir,
E decidi escrever sobre saudades,
(as vezes chego a imaginar que os escritores como Carlos Drummond, Cecilia Meireles
entre outros escreviam para extrair o dragão da saudade, do amor reprimido, correspondido ou não que existiam dentro deles)
Enfim, vamos falar sobre o sonho e as lembranças,
No sonho estava na escola,
Sentado no mesmo lugar que sentei praticamente a vida toda ( rsrs)
Com todos amigos em volta,
Em um intervalo de uma aula para outra,
Levantava e ia falar com os amigos que sentavam do outro lado,
Thalita Almeida pessoa meiga e louca kkk
Que sentava na primeira cadeira da primeira fila
Sempre ia ate lá contar uma besteira,
Jefferson Aranha que sentava do lado de lá tbem ( o sonho não respeita o tempo, então ele sempre mistura todos os amigos de todos os anos)
E ao voltar o trio fantástico estava sempre colocando o papo em dia,
Sara Reis, Priscila Railuzy, Jessica Cutrim,
Mas atrás Carolina Almeida, Jessica Cardoso, Milce,
Juliara no seu sono eterno, kkkkkk
Fazia esse trajeto mexendo com Raquel Martins, Fabiane Serejo e
Rosilene (quando digo que o tempo mistura todos os anos)
O sinal tocou,
E sai conversando com Samara Viana,
Era a tarde e mais uma vez iria ficar batendo perna no Coroadinho,
Visitando amigo por amigo.
Sonho sem muito significado,
Mas carregado de lembranças,
Que me entristece por não vê_los mais.
Fui lembrando do tempo de criança,
Conversas, brincadeiras,
Lugares preferidos ( a biblioteca ja era minha paixão)
Um brinquedo especifico no play,
Que era como uma teia de aranha,
Ficava sentado la em cima,
Olhando o movimento
ouvindo o grito estridente
Da professora de Ed. Fisica:
Marivaaaaaaaaaaalll para de fazer isso,
Marivaaaaaalllll não chama esse nome,
(Marival amigo doido que anos mas tard iria ganhar o apelido de Maraba)
Lembrei também dos dias de Ed. Ambiental,
Da horta, do minhocario (das hortaliças que sempre levávamos pra casa)
Os anos foram se passando,
Algumas pessoas foram saindo,
Outras chegando,
  Vínculos sendo feitos,
Professores, mestres que foram nos mostrando o caminho,
Alice, Rosineth, Joana…
Damasceno (Doutores não vou mais pedir silêncio),
Sofia, Eneluce, Luciana (Linda e alta)
Luiz Gonzaga, Darlan, Pedro Neto, Marta
Adelina, Joelson, Prof. Marilia, Prof. Nadja  entre outros,
Por que são muitos,
O Tempo foi passando,
Qd percebemos estávamos estudando a noite,
Pré-vestibular,
Correria+preocupação+cansaço
A visita a biblioteca agora não era mais para visitar os livros de literatura,
E sim para estudar, estudar e estudar…
Amigos com quem compartilhava essas preocupações,
Heyder Beckman, Gilcineia Amaral, Tamiris Fernanda,
Lizandra Regina, Mauricioe mts outros (a lista é enorme)
Sempre nos perguntávamos,
E como será quando terminarmos?
E o terceirão chegou,
Quando pisquei estava,
No baile,
Todos bem bonitos com sua roupa de natal (so a calça e o sapato, por que a camisa foi padronizada),
Estava alegre por terminar,
  Ansioso para saber como seria lá fora,
O medo não era por algo não dar certo,
Mas sim de acontecer,
E aqueles amigos da vida toda  não estarem la para ajudar,
Qd terminou o baile,
Tive que ficar por algum motivo,
E frisei a cena que guardo até hoje,
Tudo vazio, cadeiras desorganizadas,
Assim ficaria meu coração por um bom tempo,
A saudade é assim,
Aperta o coração, e enche os olhos de lágrimas,
Hoje esses amigos estão todos espalhados,
Pai e mães de famílias,
Morando em outro estado,
Trabalhando, outros estudando,
Mas onde eles tiverem,
Que saibam que acordo no meio da noite,
Lembrando de cada um,
Cada brincadeira,
Cada palavra.
Ao terminar de pensar em tudo isso,
Lembrei da musica “hoje o tempo voa amor,
Escorre pelas mãos…”
hoje lembro  que naquele tempo eramos felizes e não sabíamos,
Amanha lembraremos do hoje que somos felizes e não sabemos
Enfim,
Q SEJAMOS FELIZES SEMPRE!
Tudo tem seu tempo…
E assim registro essas palavras..
O despertador tocou cinco horas da manha,
Hoje lhe preguei uma  peça,
Acordei primeiro,
Daqui a pouco,
Tenho que estudar, sair, fazer um monte de coisas
Que não sei se irá dar tempo de fazer tudo,
Talvez não consiga olhar o nascer do sol,
Mas no fim do dia estarei olhando o pôr do sol
Para dizer:
Obrigado Pai por me conceder amigos verdadeiros…

19/09/2014

Edilson Reis

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Família Senac

28 11 2012

Mais uma vez aqui escrevendo  para falar sobre as dádivas que a vida nos presenteia. E dessa vez venho agradecer aos meus amigos do Senac, onde passei quase dois anos (super rápido parece q ontem estava fazendo o seletivo rsrsrrss).

Tudo começou com um trabalho de curso, junto com uma equipe deveríamos fazer um planejamento estratégico da Biblioteca do Senac, e conheci  a bibliotecária e todo o espaço, onde um dia n sabendo eu que seria meu local de trabalho.

Um lugar onde aprendi como deve se portar um bibliotecário gestor, e que ali teria como mostrar q o bibliotecário vai além do processamento técnico de materiais, mas auxiliando nas tomadas de decisões estando com as informações certas e organizadas.

Pensando eu q iria ficar junto com a D. Remédios (bibliotecária) no Senac da Rua do Passeio, recebo a notícia que receberia o treinamento e iria para o Restaurante Escola, indaguei no primeiro momento  por n saber onde é, e sem saber oq um bibliotecário iria fazer em um restaurante rsrsrsrrs.

Quando cheguei la conheci a parte pedagógica e q o objetivo da  biblioteca seria dar subsidio aos alunos e professores do restaurante, as pessoas que me receberam foram Walter com sua tranquilidade em um mundo q n ha problema q n possa ser solucionado;  William pronto para dar a benção necessária do dia com suas palavras de mestre apaziguando o ambiente (kkkk) Professora Leuda  quem confiou e me deu autonomia necessária para as decisões voltadas a biblioteca, Claudinete pessoa com quem aprendi mt, de quem levei mts puxões de orelha esses q vo levar para toda vida, assim como sua amizad, Izabel nomeada por D. Remédio a mocinha da recepção, super meiga (N sabendo D. Remédios q qd essa mocinha tirava o dia pra bagunçar a biblioteca so Deus kkkk,) . Depois vieram Guilherme com um jeitão paulista,  vira volta me perguntando o que era “uma coíra doida” kkkk, e Hugo (um magrelo, bagunçeiro q vira volta estavams brigando kkkk, mas q apesar disso era gente boa kkkkkkkkk)

E todos com quem aprendi algo, o gerente, os instrutores, professores,  alunos, auxiliares, de todos levo algo comigo, q n daria para nomear mas que cada um com sua personalidade e seu jeito de ver o mundo ajudam a construir uma equipe fantástica.

Tomar de conta de uma biblioteca de um restaurante n é nada facil (eles que o digam a briga q eu fazia para n levaram nenhum vestígio de comida para perto dos livros), o telefonema cobrando o livro e o dvd atrasado,  de tão chato as vezes virava até piada, mas a preocupação era preservar e dar a oportunidade a tds á informação.

E com essas palavras deixo meu agradecimento, OBRIGADO POR TUDO!!!

Cada momento é único, e foi mt bom vivenciar esse com vcs, n deixo nenhuma porta fechada pois, não sei qd precisarei entrar nela  novamente.

Tudo na nossa vida é recíproco e se transforma em aprendizado,um grande abraço e boa sorte a tds!!!

Edilson Reis





O que é ser um blogueiro?

1 06 2012

É engraçado que a vontade de escrever na maioria das vezes vem de algo simples, como uma palavra, uma conversa com os amigos,  uma ação entre outras…

Dessa vez fiquei pensativo com um gesto. Dias atrás uma amiga Soraya Carvalho (Bibliotecária Escandalosa), me adicionou em um grupo no face  com nome de “blogueiros”, algo simples que poderia passar despercebido, mas que ficou na minha cabeça. O que é ser blogueiro hoje?

Lembro que assim que começaram os rumores de uma pagina na net em que cada um poderia ser o proprietário e escrevesse aquilo que sentissem vontade, e que alguns seriam como diários online, eu pensei isso não vai dar certo, pois tinha a concepção daquele diário em que alguns tinham, apesar de servir como ferramenta de  desabafo, e fiel amigo que sabia de tudo, ele era confidencial. Lembro que algumas pessoas permitiam apenas os amigos mas próximos de plena confiança a lerem esse diário.

E com o passar do tempo estou eu “aqui”, com um blog na internet, a ferramenta veio justamente cumprir com aquilo que muitos desejavam, só com algo diferente é aberta a todos que queiram descobrir um pouco do nosso mundo. Costumo dizer que cada pessoa é um mundo desconhecido, algumas até por si mesmo, e com o tempo vamos permitindo que outras pessoas também participem do nosso mundo particular, da nossa forma de ver o mundo, dos nossos gostos e antipatias.

Quando pediram que fizesse um blog me deram a missão de escrever tudo aquilo que penso e deixar bem claro da forma que falo  sobre tudo. A arte da escrita ela possui essa dimensão magica de externar aquilo que sentimos, e mas que isso, disponibilizar esse “ato” além do nosso controle.

Escrever “tornou-se”, uma necessidade, algumas coisas acontecem no nosso cotidiano que nos impulsionam a escrever, talvez sejaa solução ou não, mas só o fato de você externar de alguma forma aquilo que gostaria, já o faz lhe se sente bem melhor.

Não escrevo tudo aquilo que gostaria, pois, a correria do cotidiano me faz esquecer das impulsões do dia-a-dia, mas sempre ficam aquelas que mechem mas forte conosco, não estão ainda no rascunho do blog, mas estão no rascunho da mente esperando o momento exato para saírem.

E assim, venho partilhar essa alegria de estar nesse grupo, daqueles que expressam através da escrita, das imagens e de outras formas  aquilo que querem externar para o mundo.

Um grande abraço,

Edilson Reis.





O que é certo nos dias de hoje?

15 05 2012

Vivemos em uma sociedade q com tanta quebra de valores às vezes ficamos em duvida sobre o que realmente está certo, já que os valores ensinados pelos nossos pais desde crianças são colocados como errado, e o errado estar tornando-se o certo.
A honestidade, respeito e outras características foram trocadas pela “esperteza” de passar o outro para trás.
Os jornais se tornaram grandes depósitos de noticias ruins, na qual as únicas coisas que mudam são os personagens, a quantidade de dinheiro gasto e como foi gastado esse dinheiro, na qual servem para nos indignar e criar frustações, sendo q depois de uma ou duas semanas nenhuma mídia comunica mas nada, e como ficamos? E as pessoas q foram envolvidas com a corrupção? Foram presas? Estão imunes? Quem sabe?
Depois de dar o choque as informações somem como fumaça no ar.
E aí resta-nos a indignação, e a duvida que não deveria existir: os valores mudaram?
Lembro-me de uma dessas reportagens que saíram na mídia a pouco tempo, do escândalo da corrupção de empresas em relação a licitação, e algo ficou gravado em minha mente, quando uma senhora envolvida no esquema disse” O que estamos fazendo é certo, claro! é a ética do sistema”, ela falou com tanta convicção e sorriso nos lábios sobre o quanto isso estaria certo que chegamos até duvidar se realmente é!
Se os hipócritas não têm vergonha de anunciar e declamar sobre o errado, nos que acreditamos nos valores dos seres humanos não podemos simplesmente “cochichar” sobre o que é estar certo, devemos repudiar tudo aquilo que vá d contra com a ética e a moral de um povo que têm esperança de viver em uma sociedade igualitária, onde as diferenças gerem o aprendizado e não a exclusão, onde os representantes públicos representem de fato a sociedade e não apenas os seus interesses particulares. Para encerrar gostaria de compartilhar um texto na qual se encaixa perfeitamente sobre o que estou falando, chamado só de sacanagem declamado por Ana Carolina:


Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam
entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo
duramente para educar os meninos mais pobres que eu,
para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus
pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e
eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança
vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança
vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o
aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus
brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao
conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e
dos justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva
o lápis do coleguinha”,
” Esse apontador não é seu, minha filhinha”.
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido
que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunc
tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica
ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao
culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do
meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear:
mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo
o mundo rouba” e eu vou dizer: Não importa, será esse
o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu
irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a
quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o
escambau.
Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde
o primeiro homem que veio de Portugal”.
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente
quiser, vai dá para mudar o final!

E a musica que ela canta depois de recitar esse texto tem tudo  haver com o que vivemos:

Edilson Reis





O valor de um abraço!!!

6 06 2010



Sempre e de alguma forma, no reino animal, os filhotes, ao nascerem, são cercados de cuidados, de atenção e proteção. Os gatinhos, cachorrinhos, leõezinhos, entre outros, recebem várias lambidas de suas mães, e estas os aconchegam junto de si aquecendo-os. As aves colocam seus filhotes embaixo de suas asas; outras mães entregam os seus filhos aos cuidados dos pais e partem em busca de alimento para o sustento deles [filhotes]. Conforme esses animais vão se desenvolvendo estes cuidados vão diminuindo, até que os filhotes se tornem capazes de lutar pela própria sobrevivência; no entanto, alguns continuam vivendo junto de seu bando.
Um pouco diferente dos nossos amigos animais, parece-nos que as pessoas necessitam constantemente deste calor humano. Diversas pesquisas revelam que o contato físico, o toque, o olhar e a proteção, transmitidos por gestos concretos, favorecem o desenvolvimento físico, psíquico e espiritual do ser humano.
Spitz, em suas pesquisas com bebês institucionalizados, com ou sem a presença de suas mães, chega à conclusão de que aqueles que não são trazidos ao colo para ser amamentados e que são deixados por longo período sozinhos em seus berços desenvolvem o que ele chama de “marasmo”, um estado de letargia, de não expressão e podem até chegar a óbito precoce, sem causa específica.
Winnicott, ao estudar crianças abandonadas, órfãs da Segunda Guerra Mundial, observa que o nível de delinquência e agressividade é altíssimo entre elas. Entretanto, pesquisas atuais revelam que crianças em condições semelhantes às estudadas pelo psicanalista [Winnicott], mas que receberam auxílio por intermédio de pessoas que as acolheram, dispensando-lhes cuidados físicos e emocionais, desenvolveram habilidades sociais, perspectivas de um futuro construtivo e força para enfrentar as adversidades oferecidas pela vida, de forma a se tornarem pessoas mais humanas e altruístas.
A pesquisadora americana Tiffany Field demonstra, a partir de suas pesquisas, que o toque, o contato físico, além de aliviar o estresse e a ansiedade, também diminui a criminalidade. A privação do contato físico causa diversos distúrbios emocionais e de sono, abuso de álcool e drogas. A falta de sono leva à irritabilidade, a qual afeta o sistema imunológico e favorece o aparecimento de diversas doenças, entre elas: diarréias, prisão de ventre e infecções respiratórias.
A partir desses fatos basta nos perguntarmos: como estou me relacionando com as pessoas, principalmente com as mais próximas? Eu já abracei alguém hoje? Liguei para alguém a fim de saber como ele está?
Se não, não perca tempo, abrace, beije, brinque, acaricie, sorria … Você não se arrependerá e viverá mais, feliz e saudável.

(Mara S. Martins Lourenço
maralourenco@geracaophn.com
Psicóloga e Membro da Comunidade de Aliança Canção Nova)





Na base do beijo!

22 02 2010


Ficar ou não ficar. It’s the question. O assunto é sério e merece mais um pouco de conversa. Aqui queria falar de uma realidade que rola no ficar! O beijo.

Tem gente que consegue “ficar” em uma noite com até 30 pessoas. Assim são contabilizados em uma só noite 30 beijos. Ufa muito não?.

Do ponto de vista biológico em cada beijo na boca que você dá troca-se, cerca de 250 bactérias na saliva, 9 miligramas de água, 18 substâncias orgânicas, 7 decigramas de albumina (proteína solúvel em água), 711 miligramas de materiais gordurosos e 45 miligramas de sais minerais.

O beijo algo tão antigo entre os povos. Marca tantas coisas como por exemplo traição (beijo de Judas), amor (Romeu e Julieta), amizade (ósculo santo).

Hoje o beijo literalmente está na boca da galera!

Afinal de contas o que rola na base do beijo?

Trocas! Muitas trocas! E o sentimento, e a pessoa, e o valor onde fica no “ficar”?

Além de lábios que se tocam será que sentimentos se encontram? Sentimentos se misturam ou só se isolam?

O ato em si é capaz de movimentar 29 músculos, 12 dos lábios e 17 da língua. Durante um beijo, a pulsação cardíaca pode subir para algo em torno de 150 batimentos por minuto. Aja movimento, parece até uma seção de spinning.

Muitos músculos são movimentados mas e o mover de sentimentos? E o sacrário vivo que você é… Qual o movimento que acontece?

Do ponto de vista psicológico, quantas carências tentam ser supridas, mas não o são, pois afinal de contas foi só mais um a se beijar.

Beijar é sinal de comprometimento. Sinal de pertença! Mas se vulgarizou tanto que quem se compromete com você depois de uma noite ter passado por mais de 20 bocas?

Batendo um papo com a gastroenterologista, Dr. Márcia Mayumi ela alertou sobre as doenças que gira em torno do beijo. “As doenças são a cárie (por ser causada por uma bactéria, pode ser transmitida pelo beijo, e vir a provocar a doença em quem a contraiu); gripe (causada por um vírus); hepatite B; mononucleose, e bactérias que causam faringite, laringite, amigdalite. O beijo transmite estas doenças desde que uma das pessoas possue o agente causador e a outra tenha uma propensão para adquirir a doença.”

Tem gente beijando sem pensar no que realmente está por detras deste ato. Em beijos não se cura carências! No beijo acontece encontros!

Beijo roubado coração ferido. É hora de se cuidar saber que seu valor é bem maior que um simples beijo passageiro.

Beijar é bom. Bom demais. Dá adrenalina, mas com a pessoa certa no momento certo e do jeito certo! O beijo não pode ser colocado como um brinquedo que passa de boca em boca. Não deixe rastros de você nas pessoas. Deixe uma marca! A marca de quem se valoriza! Marca de céu. Um beijo que dá em seu namorado que traz gosto de eternidade!

Não saia dando o beijo de Judas por ai, um beijo que traia você mesmo! O verdadeiro amor espera. O beijo também é espera! O detalhe é dar aquele beijo que sela amor e gera compromisso. Não é beijar todo mundo, mas é beijar aquela (e) que te espera como Dom.

(http://blog.cancaonova.com/revolucaojesus/2010/02/18/na-base-do-beijo/)

Adriano Gonçalves