Nota de repúdio ao jornalista Antônio Giron relativo a reportagem:”Dê adeus ás bibliotecas”publicada revista Época.

16 05 2012

Sr. Luis Antonio,

Sou acadêmico de Biblioteconomia e venho através deste relatar minha nota de repúdio referente à sua matéria sobre a classe bibliotecária e a função das Bibliotecas públicas no nosso país (Dê adeus ás bibliotecas, – http://revistaepoca.globo.com/cultura/luis-antonio-giron/noticia/2012/05/de-adeus-bibliotecas.html)  quando afirma que a classe é caracterizada por uma “descortesia típica”, no meu entendimento o senhor não deveria generalizar, pois não são todos que agem da mesma forma, muitos profissionais, apesar da grande desvalorização, quando se trata em educação, e poucas políticas públicas existentes em relação a leitura no nosso país, buscam cumprir sua missão através das palavras do juramento da profissão: “Prometo tudo fazer para preservar o cunho liberal e humanista da profissão de Bibliotecário, fundamentado na liberdade de investigação científica e na dignidade da pessoa humana”.
Juramento esse que serve para nortear e lembrar o bibliotecário da sua importância e missão diante das dificuldades encontradas no seu percurso profissional.
Desconheço os motivos pelos os quais a biliotecária o tratou dessa forma, ou não permitiu o seu acesso a uma parte especifica do acervo, assim como sei que desconhece a verdadeira missão e função da classe bibliotecária.
Trabalhar em uma Biblioteca Pública e conseguir que ela cumpra seu objetivo para a sociedade  é um grande desafio, por falta de investimentos, manutenções, atualizações de acervos, dentre outras coisas que são necessárias para o funcionamento de um Orgão. E o que o bibliotecário pode fazer  diante desse grande desafio? ultilizar as poucas ferramentas e incentivos que possui para realizar o seu trabalho. Alguns estão saturados diante a esse descaso, mas claro que não justifica, é um fato que acontece em todas as profissões.
Se fosse fazer a mesma avaliação de todas as profissões e lugares em que não percebi uma ética profissional, certamente estaria frustado! Muitos hospitais que possuem pessimas infraestruturas, inábitaveis para qualquer ser humano, péssimo atendimento, onde os médicos se quer se importam realmente com o problema do paciente e ficam aliviados ao ver os mesmos irem embora independente do seu estado, contribuindo para o caos da saúde – ao me deparar com isso não julgo toda classe da saúde, mas acredito que outros lugares possuem outros profissionais  que fazem por amor. Profissionais de comunicação que manipulam as informações privando os cidadões daquilo que realmente devem saber e colocando seus pontos de vista como realidade incontestável. Dentre vários outros exemplos, que poderia passar o dia citando, mas que não valeria a pena, pois em todas as profissões sempre tem aqueles que trabalhem por amor e gostam daquilo que fazem.
E sobre as prefeituras desejarem pelo fechamento das bibliotecas, na minha concepção a justificativa não seria essa, e sim que um lugar onde se ensina e disponibiliza ferramentas para educar e politizar um povo não é bem vindo, pois serve como ameaça e quebra de alienações existentes.
A Bibliotecas poderão, sim, utilizar os meios da internet para a disseminação da informação, mas não irão substituí-las, tenho essa certeza ao lembrar do papel da Biblioteca Publica em um dos municípios do Maranhão que tive a oportunidade de trabalhar, pois era nesse lugar, às vezes escuro, úmido, um pouco desconfortável, onde o computador era apenas um sonho distante, mas lá  tudo era esquecido ao atender familias de pescadores que moravam perto do local, era na Biblioteca que todos tinham acesso à informação, através de rodas de leituras, dentre outras atividades e materiais que se não fosse a mesma aqueles usuários não teriam acesso.
Dessa forma, encerro a minha fala ao dizer que, para sua tristeza, as Bibliotecas servem para muitas pessoas. Não tenha seu padrão de vida como realidade universal, muitas pessoas na sociedade só possuem o acesso a informação porque bem próximo delas existem Bibliotecas que – apesar dos pesares – cumprem sua missão.

Att,

Edilson Reis





O que é certo nos dias de hoje?

15 05 2012

Vivemos em uma sociedade q com tanta quebra de valores às vezes ficamos em duvida sobre o que realmente está certo, já que os valores ensinados pelos nossos pais desde crianças são colocados como errado, e o errado estar tornando-se o certo.
A honestidade, respeito e outras características foram trocadas pela “esperteza” de passar o outro para trás.
Os jornais se tornaram grandes depósitos de noticias ruins, na qual as únicas coisas que mudam são os personagens, a quantidade de dinheiro gasto e como foi gastado esse dinheiro, na qual servem para nos indignar e criar frustações, sendo q depois de uma ou duas semanas nenhuma mídia comunica mas nada, e como ficamos? E as pessoas q foram envolvidas com a corrupção? Foram presas? Estão imunes? Quem sabe?
Depois de dar o choque as informações somem como fumaça no ar.
E aí resta-nos a indignação, e a duvida que não deveria existir: os valores mudaram?
Lembro-me de uma dessas reportagens que saíram na mídia a pouco tempo, do escândalo da corrupção de empresas em relação a licitação, e algo ficou gravado em minha mente, quando uma senhora envolvida no esquema disse” O que estamos fazendo é certo, claro! é a ética do sistema”, ela falou com tanta convicção e sorriso nos lábios sobre o quanto isso estaria certo que chegamos até duvidar se realmente é!
Se os hipócritas não têm vergonha de anunciar e declamar sobre o errado, nos que acreditamos nos valores dos seres humanos não podemos simplesmente “cochichar” sobre o que é estar certo, devemos repudiar tudo aquilo que vá d contra com a ética e a moral de um povo que têm esperança de viver em uma sociedade igualitária, onde as diferenças gerem o aprendizado e não a exclusão, onde os representantes públicos representem de fato a sociedade e não apenas os seus interesses particulares. Para encerrar gostaria de compartilhar um texto na qual se encaixa perfeitamente sobre o que estou falando, chamado só de sacanagem declamado por Ana Carolina:


Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam
entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo
duramente para educar os meninos mais pobres que eu,
para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus
pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e
eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança
vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança
vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o
aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus
brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao
conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e
dos justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva
o lápis do coleguinha”,
” Esse apontador não é seu, minha filhinha”.
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido
que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunc
tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica
ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao
culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do
meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear:
mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo
o mundo rouba” e eu vou dizer: Não importa, será esse
o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu
irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a
quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o
escambau.
Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde
o primeiro homem que veio de Portugal”.
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente
quiser, vai dá para mudar o final!

E a musica que ela canta depois de recitar esse texto tem tudo  haver com o que vivemos:

Edilson Reis